Certa vez assisti a uma defesa de uma tese de doutoramento, com determinadas características, que não me foram dadas, até hoje, voltar a assistir. Primeiro, porque a dinâmica das provas demonstrava o carácter europeu das mesmas. Arguência de fora, de Universidades Europeias. Segundo, porque a tese era pequena. Os meus olhos até brilharam quando me apercebi do volume ocupado por pouco mais de cem páginas de possível desespero, angústia e muito trabalho. Pensei, até que enfim que se sintetiza, teoriza e arruma-se ideias e resultados. Nada de floreados à Portuguesa! O objecto de meu interesse, ali estava, constituído essencialmente por uma compilação de 8 artigos que tinham sido publicados pela autora ao longo do seu tempo de doutoramento. Depois foi ouvir a arguência, também ela moderada nos comentários e apreciação. «Sem dúvida, um trabalho de nível internacional que assegurou a qualidade científica e a divulgação de resultados».
Quando ando por aqui sem tino, às voltas, tentando organizar a vida e o pensamento, lembro-me desta tese. Estranho é o facto de ainda não ter partilhado convosco esta minha experiência. Será porque agora ando mais à nora? Afinal, só tenho dois artigozitos para preparar até meados de Outubro. Não é razão que justifique tal desnorte, penso.
Quem me dera que a minha tese fosse uma compilação de artigos ... Está-se mesmo a ver o meu sorriso de canto a canto da orelha. Não queria mais nada!
É melhor é deixar-me de "conversa que não ata nem desata" e bora lá trabalhar no que tem que ser feito!
Isto para dizer que ando ao sabor da eficiência. Quando estou mais eficiente nem aqui venho. Quando procrastino, é o blog que paga. Também tinha que servir para alguma coisa.:)