Bem-vindo(a). Aqui ando às voltas. Com a vida. Com o doutoramento. Com o blog. Quando as circunstâncias o permitem dou umas voltinhas pela Educação de Infância.
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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dia 18 de Maio, dia de festa



A longa travessia do deserto, a odisseia, as passas do Algarve... aspectos utilizados para caracterizar o percurso de um doutorando. A defesa de tese, pelo contrário, é dia de festa, dia de recompensa, dia do dever cumprido!
No dia 18 de Maio de Maio de 2009 pelas 10 horas, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho - Largo do Paço/Braga, a Maribel Miranda autora da @rca Comum vai defender a sua tese de doutoramento intitulada "Processos de Colaboração e Liderança em Comunidades de Prática Online - O Caso da @rcaComum, uma Comunidade Ibero-Americana de Profissionais de Educação de Infância”. Nada me daria mais satisfação do que poder assistir às suas provas, de poder dar-lhe um abraço de parabéns, de vibrar com esse DIA de FESTA, mas as distâncias...
Ficam aqui registados os meus votos de felicidades!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Eu, o blog e o doutoramento

Certa vez assisti a uma defesa de uma tese de doutoramento, com determinadas características, que não me foram dadas, até hoje, voltar a assistir. Primeiro, porque a dinâmica das provas demonstrava o carácter europeu das mesmas. Arguência de fora, de Universidades Europeias. Segundo, porque a tese era pequena. Os meus olhos até brilharam quando me apercebi do volume ocupado por pouco mais de cem páginas de possível desespero, angústia e muito trabalho. Pensei, até que enfim que se sintetiza, teoriza e arruma-se ideias e resultados. Nada de floreados à Portuguesa! O objecto de meu interesse, ali estava, constituído essencialmente por uma compilação de 8 artigos que tinham sido publicados pela autora ao longo do seu tempo de doutoramento. Depois foi ouvir a arguência, também ela moderada nos comentários e apreciação. «Sem dúvida, um trabalho de nível internacional que assegurou a qualidade científica e a divulgação de resultados».
Quando ando por aqui sem tino, às voltas, tentando organizar a vida e o pensamento, lembro-me desta tese. Estranho é o facto de ainda não ter partilhado convosco esta minha experiência. Será porque agora ando mais à nora? Afinal, só tenho dois artigozitos para preparar até meados de Outubro. Não é razão que justifique tal desnorte, penso.
Quem me dera que a minha tese fosse uma compilação de artigos ... Está-se mesmo a ver o meu sorriso de canto a canto da orelha. Não queria mais nada!
É melhor é deixar-me de "conversa que não ata nem desata" e bora lá trabalhar no que tem que ser feito!
Isto para dizer que ando ao sabor da eficiência. Quando estou mais eficiente nem aqui venho. Quando procrastino, é o blog que paga. Também tinha que servir para alguma coisa.:)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

As defesas de tese já não são o que eram

Hoje estive a assistir a umas provas de doutoramento. Gosto de assistir a estas prestações académicas. Considero-as uma boa fonte de aprendizagem que me ajuda a arrumar algumas ideias e serve de estímulo para continuar esta "viagem" pelos meandros da investigação.

Porém, fiquei surpreendida com o resultado das provas do dia de hoje. Tinha interiorizado uma série de pressupostos que hoje se revelaram errados. Ou seja, julguei que um doutorando que elabora uma tese que é aceite pela Universidade de acolhimento e que tem provas marcadas ultrapassou com sucesso todas as fases críticas do seu trabalho. O reconhecimento a nível superior legitima a qualidade da tese e as capacidades investigativas do seu autor.

Daí que este acontecimento seja visto e até antecipado como um dia de festa em que o doutorando vai ter a oportunidade de usufruir dos pareceres dos entendidos, de reflectir sobre o que fez e para que fez, vai ouvir outras opiniões, críticas, elogios e incentivos. É uma oportunidade excelente para reunir os seus amigos, os colegas e a família. É um momento de orgulho para avós, pais e filhos. É o reconhecimento pelo trabalho árduo, pelas angústias, pelas incertezas, pelo pouco tempo e disponibilidade dispensada à família e amigos. É um momento único.

Mas o dia de hoje foi de absoluta tristeza para a doutoranda que foi prestar as provas a que assisti. Provavelmente também foi um dia de vergonha para a Universidade e para os 8 elementos do júri presentes, especialmente para o orientador. Afinal a tese é um trabalho partilhado que conta com a colaboração de várias pessoas e entidades.

Nestas provas, quatro arguentes demonstraram o seu desagrado pela qualidade da tese apresentada. Dois arguentes referiram explicitamente que a tese não cumpria os requisitos necessários para a obtenção do grau de Doutor.

Como é possível que uma Universidade, na pessoa dos responsáveis envolvidos neste processo, permita que se tenha chegado a este ponto? Porque é que aceitaram uma tese que não cumpria os requisitos necessários? Passou-se certamente algo que esteve fora do meu alcance. Só pode ser. Acresce que a tese foi apresentada e defendida por um docente com provas dadas [mestrado] e que exerce funções de Assistente na Universidade em causa. Que razões podem levar a esta humilhação pessoal e institucional? Alguém me explica?