
O velho abutre é sábio e alisa as suas penas
A podridão lhe agrada e seus discursos
Têm o condão de tornar as almas mais pequenas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Encontramos cada vez mais grifos no Algarve, o que não é habitual. A excassez de comida leva estas aves a encurtarem a sua rota a caminho do norte de África. Não confundir com os velhos abutres. Esses são outros e encontram-se por todo o lado. Estes, são somente grifos e as suas circunstâncias!
3 comentários:
Sr.ª sophia:
assim como seu prenome, sophia, possui centenas de significações, sejam boas ou más(segundo qualquer ponto de vista), peço que se abstenha de perseguir com essa voracidade psicótica que lhe marca a fronte a classe saprobiana, em espcial a nós, os abutres. se não puder ser conhecedora de nossa real função nessa terra, abstenha-se de pejorações
Sophia de Mello Breyner Andresen (Porto, 6 de Novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX.
Distinguida com o Prémio Camões em 1999, tornou-se a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa. Membro da Academia das Ciências de Lisboa.
Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. Casou-se, em 1946, com o jornalista, politico e advogado Francisco Sousa Tavares e é mãe de cinco filhos: uma missionária laica, uma professora universitária de Letras, um advogado e jornalista de renome (Miguel Sousa Tavares), um pintor e ceramista e mais uma filha que herdou o nome da mãe. Os filhos motivaram-na a escrever contos infantis.
Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno:o seu avô Jan Henrik Andresen desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região, tendo o seu filho João Henrique comprado, por volta de 1890, a quinta do Campo Alegre. Como afirmou em entrevista "Sophia e a Palavra", in revista Noesis, n.º26, 1993, essa quinta "foi um território fabuloso com uma grande e rica família servida por uma criadagem numerosa".
Criada na velha aristocracia portuguesa, educada nos valores éticos e cristãos, dirigente de movimentos universitários católicos, veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista e os seus seguidores mais radicais. ficou célebre a sua Cantata da PAz "Vemos, Lemos e Ouvimos. Não podemos ignorar!" Em 1975, foi eleita para a Assembleia Constituinte pelo círculo do Porto numa lista do Partido Socialista, enquanto o seu marido navegava rumo ao Partido Social Democrata.
Distinguiu-se também como contista (Contos Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.).
Foi também tradutora de Dante Alighieri e de Shakespeare.
Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro sexto. Foi distinguida com o Prémio Camões em 1999 e com o Prémio Rainha Sofia em 2003.
Sophia de Mello Breyner morreu aos 84 anos no dia 2 de Julho de 2004 no Hospital da Cruz Vermelha.
comentários para quê, glicéria.essa foi bem respondida.
um abraço
marta
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