Bem-vindo(a). Aqui ando às voltas. Com a vida. Com o doutoramento. Com o blog. Quando as circunstâncias o permitem dou umas voltinhas pela Educação de Infância.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Divulgação


Utilizo este meio para divulgar um debate sobre o REGIME JURÍDICO DE AUTONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO DOS ESTABELECIMENTOS PÚBLICOS DA EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR E DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO que se iniciou neste blogue. A todos os que de algum modo estão implicados na educação é sem dúvida importante participar e/ou acompanhar as opiniões de quem entende do assunto.
Para compreendermos melhor o que motiva a [não] participação é conveniente um outròólhar .
Reforçando a emergência de um "certo olhar "talvez valha a pena dar um vista de olhos aqui. Pode ser que ajude a relembrar que a união faz a força.

4 comentários:

Fátima André disse...

"...a união faz a força."

Não sei se posso concordar inteiramente com a afirmação, ou pelo menos depende do que estamos a falar. Não sendo o caso (a que se refere na divulgação), temos que considerar que a união pode ser utilizada para a destruição. A história da humanidade está marcada por muitos destes momentos de pseudo-união.
Mas pegando no que de melhor contém a união, e com a minha experiência de 20 anos de ensino, devo concordar que foi nas escolas mais difíceis, com mais problemas que encontrei uma maior união na classe docente. Por norma, as dificuldades unem as pessoas na procura de caminhos para as superar...

Fátima André disse...

... Se bem que eu ache que temos regredido muito neste aspecto... cada vez mais as pessoas andam a olhar para o seu umbigo... fala-se muito, prescreve-se muita solidariedade e muita tolerância, no campo da educação, mas ficamo-nos pelo politicamente correcto... muito pela rama e no campo das ideias e pouco na acção. Chegamos a ser fruto de muitas incongruências. Consciente ou inconcientemente, mas acontece. Temos que começar a ter um olhar mais crítico, de humildade, abertura e disponibilidade para auto-analisar e reflectir as nossas atitudes e acções profissionais. Isto se queremos também contribuir para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional. Não podemos esperar só receber, também temos que dar algum contributo pessoal.
Mas sobre este assunto afixei há pouco um post no meu blog e não vou repetir-me muito. Há no entanto 3 áreas que eu acho de vital investimento e que valerá a pena reflectirmos em conjunto:

(a) capacidade de abertura para nos criticarmos
(b) competência para criticarmos os outros
(c) humildade para aceitarmos que os outros nos critiquem

Acho que é por aqui o caminho. E agora que andamos a falar de avaliação de professores, avaliação de desempenho, avaliação exerna de escolas, talvez não fosse má ideia reflectirmos sobre o assunto. Se qualquer avaliação não contemplar um destes aspectos, o processo está profundamente inquinado e, naturalmente, os resultados são susceptíveis de muitas dúvidas, o mesmo será talvez dizer, inválidos.
Continuo a achar que não temos uma cultura de avaliação nas nossas escolas.

Glicéria Gil disse...

Certamente está a acompanhar o debate... Está a ficar interessante!

Fátima André disse...

Estou a acompanhar, embora não tenha muita disponibilidade para me envolver como desejaria. Tenho uma série de tarefas em mãos urgentes, sabe como é. Tenho uma equipa da Avaliação Externa durante a próxima semana na Escola, nem tenho tempo para respirar com tantas reuniões...
Faço cada vez menos o que gosto (dar aulas)... isto anda-me mesmo a consumir :(