Há relativamente poucos anos que Portimão aposta [forte] na realização de uma passagem de ano de cariz popular. Este ano reforçou-se ainda mais essa ideia. Mais e melhor fogo-de-artifício com direito a tempo de antena, que promovesse a cidade a par e passo com outras comemorações, já com larga tradição nesta área, que se realizam um pouco por todo o lado, como é o caso da Madeira. O grande espectáculo de fogo-de-artifício [entre outros festejos] que se promove na ilha, enche hotéis e desenvolve o turismo. Em Portimão não sei se os ganhos compensam os gastos, se existe ou não um incremento no turismo, se assim quisermos ver a questão.
Contudo, passa-se algo com este fogo-de-artifício que nos é dado apreciar entre as 00:00 e as 00:15. Quando o fogo não tinha o aparato que tem hoje, muitos portimonenses (reporto-me aos menos endinheirados) festejavam a passagem de ano, nas suas casas, com a família e amigos, em cima de cadeiras, de passas numa mão e taça de champanhe na outra, dando vivas ao novo ano através dos programas que a caixinha aberta ao mundo lhes ofertava. E era assim que muitas famílias entravam no novo ano! Hoje, por força do fogo-de-artifício alteraram-se esses hábitos (mantêm-se o champanhe, mas em copos de plástico e as passas embrulhadas em guardanapos de papel).
Por voltas das 23:00 do dia 31 de Dezembro é vê-las [as pessoas] a deixarem o conforto dos seus lares, caminhando pelas ruas em direcção à zona ribeirinha, mais ou menos apressados para conseguir um bom lugar, de olhos postos num céu que se irá iluminar durante 15 minutos certinhos. Velhos, novos, menos novos, crianças e bebés olham e sentem, olham e vibram, olham e festejam, olham e partilham, olham e reflectem sobre o passado e perspectivam o futuro, entre os múltiplos efeitos visuais e sonoros que o ano velho lhes faculta para entrarem no ano novo mais "iluminados". Será que entraram? Opiniões de outros aqui. e também ali.
Reflexão: Por força do calendário temos ano novo (informação que desconhecia pode-se encontrar acolá ). Por força das circunstâncias dão-nos fogo-de-artifício.
6 comentários:
Bem-haja pela partilha. É lindo o espectáculo de fogo-de-artifício... mas é isso mesmo, artifício... a realidade, mais ou menos iluminada (re)começa hoje e em cada dia que se segue, nos nossos corações, na nossa vontade, nas nossas mãos... de a (re)construir à dimensão dos nossos sonhos.
Olá Fátima,
Votos para que tenha entrado no ano novo com o pé direito. Muito simpático e optimista o seu comentário. Um excelente incentivo ao nosso (re)viver!:)
olá, também anodo à volta de um doutoramento e por ver a foto so seu orientador constato que na mesma faculdade. mas deixe-me como madeirense e habituado a essa coisa do fogo de artificio ao longo da minha existência que me sempre alegrou a alma e que agora vejo-me (à seis anos longe dessa realidade)que´é uma dlicia e que só senti falta dele quando sai da minha terra...é bom, muito bom festejar as nossas tradições com os nossos queridos....um Feliz ano novo para si e que as práticas melhorem sempre...na procura de uma perfeição.
Olá Miguel,
Obrigada pela visita e pelo comentário.
Fiquei contente por encontrar "mais um" às voltas com o doutoramento e ainda por cima na mesma Faculdade.:) Pressuponho que a sua área de investigação incida na Educação para a Saúde ou não?
Como vê fiquei curiosa sobre o seu trabalho...
Um bom ano para si também!
sim, tento saber mais sobre resiliencia e comportamentos de risco, interessa-me saber e conhecer algumas curvas de desenvilvimento psicossocial tendo em conta as questões da resili^ncia...essa é area de eleição e com a qual queimo as pestanas
Acompanharei o seu trabalho no Educar para a Saúde ... e votos para que a tese fique concluída brevemente.
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